HISTÓRIA DOS BAIRROS

08/06/2017

Jardim Paulistano – em Vila Brasilândia, o loteamento foi criado em 1958

O Jardim Paulistano fica no alto da Vila Brasilândia (Zona Norte da Capital) e é confundido, muitas vezes, com a Vila Siqueira - um bairro que já nasceu com carência e seus moradores tiveram que se unir desde o princípio para obter melhorias e serviços públicos.

Seus moradores têm histórias de lutas e conquistas desde os primeiros tempos, na década de 50, o que foi recolhido pelo jornalista Célio Pires, editor do jornal Freguesia News, em 2009, servindo de base para a definição da data de aniversário local.

Para que o bairro ganhasse obras básicas e se desenvolve foi preciso que seus moradores se unissem e lutassem desde o primeiro momento. Tal fato foi lembrado em evento ocorrido no CEU do Jd. Paulistano e comemorativo aos 53 anos do bairro, em festa realizada pela primeira vez, em 2009. Os painéis com o histórico do bairro foi encostado num canto do CEU, em total desprezo à luta dos pioneiros ali registrada e ao trabalho feito pela primeira festora do CEU, a professora Maria Isabel Santros Fonseca.

O loteamento Jardim Paulistano foi registrado no 8º. Oficial Registro de Imóveis, no dia 7 de fevereiro de 1956. Uma das pessoas que vieram morar ali, nos primeiros anos, foi Dona Elenita Schild, que chegou ainda criança, em 1958, com sua família. Os lotes eram vendidos pela Companhia Líder, de quem sua família comprou o terreno. "Seu Luiz" era outro morador, já falecido, trabalhava para a Companhia Líder e cuidava dos terrenos remanescentes da empresa, evitando assim possíveis invasões – que ocorreriam nas proximidades a partir do final da década de 60. Ele permitia que os poucos moradores do bairro fizessem plantações e hortas neste terreno.

Em 1964 os moradores se organizaram e construíram uma capela, onde hoje funciona a Unidade Básica de Saúde (UBS) local. Esta UBS foi iniciada na gestão do então governador Franco Montoro (1982/86), mas foi abandonada nas duas gestões posteriores e só retomada na primeira gestão do governador Mário Covas, a partir de 1994.

O certo é que foram dez anos de abandono, quando a obra se deteriorou e foi invadida por várias famílias. Para saírem, tiveram que receber lotes em outros locais.

A partir da década de 70 o Jardim Paulistano teve melhorias e foi ganhando mais casas, depois vieram asfaltamentos de ruas, água da Sabesp, iluminação das ruas e ganhou uma enorme população, que ocupou quase todos os locais, seja através de loteamentos clandestinos ou invasões – hoje o bairro está anexado e se mistura com Jardim Carombé, Cantagalo, Taipas e a antiga Vila Siqueira. Ganhou ainda um CEU e uma ETI, Escola Técnica do Estado. Com a inauguração do CEU - Centro Educacional Unificado e a Etec, a população viu suas reivindicações na área educacional atendidas.

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O Largo da Matriz Velha foi testemunha de fato histórico: no dia 10 de abril de 1865, as primeiras tropas que lutaram na Guerra do Paraguai partiram dali rumo ao país vizinho. Esse episódio ficou marcado com a construção de um monumento, o chamado Marco da Pedra, em 1934. O original não existe mais.   leia mais...

A Igreja de Zinco, a Paróquia Santos Apóstolos, na Av. Itaberaba, 3907 - Jardim Maracanã, como todas as igrejas, foi construída pelo esforço coletivo da população. Vê-se na foto, um festejo, possivelmente inaugural, quando o templo ainda não tinha a cobertura de zinco que a tornou famosa (Célio Pires/ Freguesia News).   leia mais...

A Rua Parapuã é a via de ligação entre os bairros Itaberaba e Brasilândia, cujos loteamentos são de 1938 e 1947, respectivamente. A via é originária do loteamento Itaberaba, que só conseguiu ser melhor ocupado com o advento do loteamento Brasilândia.   leia mais...

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As duas caixas d'água, marcos do bairro, foram demolidas. Em 2009 um funcionário da Sabesp, por iniciativa própria, resolveu demolir a caixa d’água da Freguesia do Ó, no início da Av. Itaberaba, que foi desativada em 2003, mas que se tornou símbolo do Ó. "Foi uma falta de respeito à população para com um símbolo do bairro" - disse Robson Cerqueira na época, que fez protesto contra a atitude bizarra do funcionário, inclusive, em área de preservação histórica.   leia mais...

A primeira linha de ônibus da Vila Brasilândia foi inaugurada em março de 1949, a Linha 121, conforme atesta a foto conseguida pelo editor Célio Pires com um morador do bairro.   leia mais...

A Freguesia do Ó fará, em 29/agosto/2018, 438 anos. Sempre teve a sua história centrada nos Largos da Matriz Velha e Nova e na própria igreja Matriz. O nome, Freguesia, quer dizer: moradores do entorno da igreja, uma história riquíssima e única.   leia mais...

As enchentes das várzeas do Tietê não são de agora, portanto, é falácia dizer que as enchentes de hoje é tudo culpa do povo por causa de lixo colocado nas ruas, é certo que isso ajuda, também, mas o problema é mais amplo, vide as enchentes do Rio Cabuçu, que está hoje canalizado sob a Av. Inajar de Souza, nesta foto de 1967 ou 1968.   leia mais...

Foi com a inauguração da estação da então São Paulo Railway Company, em 1º de fevereiro de 1885, é que Pirituba se firmou com posição destacada, graças a todos que acreditaram no seu futuro. Além da agricultura, os empresários também deram crédito ao nosso território.
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Hospital do Mandaqui (em Santana) sofre com a falta de leitos hospitalares, uma reportagem mostra que uma paciente esperou 11 dias no corredor pela liberação de uma cama hospitalar, tendo adquirido no ambiente uma conjuntivite que foi tratada pelo próprio filho, já que o Hospital não se moveu nesse sentido. Após a presença da TV Record no local, a vaga surgiu em uma hora.   leia mais...

A marginal do Tietê começou a ser construída nos anos 50, com o acesso da Ponte das Bandeiras à Vila Maria para chegar à via Dutra, se tornou uma alternativa às vias tortuosas do centro da cidade para viagens de um bairro a outro.   leia mais...

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