POLÍTICA

10/05/2018

Os vícios da política habitacional

SITUAÇÃO 1 - Na região Noroeste e por toda a Cidade há associações de bairro que "prende" muita gente em uma "rede" de compromisso, por anos, com a promessa da casa própria, cobrando mensalidades e promovendo reuniões para cobrar valores (e para fazer politica na época eleitoral), e cujas casas populares prometidas "nunca" saem – Isso acontece sem que essas associações apresentem qualquer comprovação de que as famílias "inscritas" estão, de fato, incluídas em algum programa de moradia pública.

SITUAÇÃO 2 - A prefeitura/governo, ao invés de usar um cadastro só é único de inscritos para a casa própria, também se utiliza de associações "amigas" como agenciadoras de interessados em ter seu imóvel pelos programas de habitação social (estado, prefeitura e federal). Neste caso tudo se torna "legal" e de fato as casas são construídas e os associados recebem seus imóveis – é onde se faz a política eleitoral também.

SITUAÇÃO 3 - Há as associações vinculadas aos Movimentos de Sem-Teto – que atuam num outro âmbito, o das ocupações, que acontecem até mesmo no meio da Mata da Cantareira, com a destruição de mananciais e do restante do verde da Cidade, como ocorre nos bairros de fundo da região. Também nestes casos há uma amarração, com cobrança de mensalidades (chamadas de contribuições) e também de participação dos "associados" em manifestações públicas, onde devem retirar uma senha ao fim de cada reunião ou evento – cria-se aí um vínculo político-eleitoral.

GOVERNO
As autoridades fecham os olhos para esse tipo de negócio – seja os das associações que cobram mensalidades, prometendo uma casa futura, quanto para a indústria das ocupações, que, se por um lado, acaba abrigando famílias em espaços (muitas vezes inadequados, área de risco ou em prédios favelizados como o que desabou em 1/maio/18), por outro, acabam também conseguindo ser incluídos em programas de Governo emergenciais - furando a fila da casa própria, deixando pra trás os inscritos nos programas regularmente e sem vínculos com esses "movimentos".

FILA ÚNICA
Pergunta-se, porque a Prefeitura não torna única, pública e transparente a lista de pessoas inscritas para a casa própria? O que moralizaria os programas habitacionais?
Se há movimentos de moradia legítimos, há também oportunistas que promovem o loteamento de áreas públicas ou privadas e que agem como verdadeiras imobiliárias, loteiam, alugam e vendem bens públicos, seja no Centro, seja na periferia.

Recentemente foi invadido/ocupado um grande terreno na Av. Raimundo Pereira de Magalhães. Quem duvida de que ali se instalará mais uma comunidade/ favela devidamente loteada. Na outra semana outra "ocupação", desta vez na Av. Inajar de Souza, fora outras no Jardim Paulistano, em Taipas etc., e aquelas que vão construindo no meio da mata da Cantareira, em meio às árvores...

POLÍTICA NEFASTA
De quem é a culpa? Certamente dos governos, que não investem em moradia popular, de fato, mas também porque não há uma política inovadora nesta área.

Até o final da década de 50, as moradias populares eram construídas através de loteamentos, o interessado comprava o terreno das loteadoras e ia aos poucos e com a ajuda de familiares e amigos erguendo a sua moradia, depois se inventou os programas habitacionais, que "dão" a casa pronta, um bom negócio para as empreiteiras, políticos e corruptos em geral, mas não favorece o povo, já que represa a demanda e não constrói o necessário. Mas, amarra a todos politica e eleitoralmente.

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Na região Noroeste e por toda a Cidade há associações de bairro que "prende" muita gente em uma "rede" de compromisso, por anos, com a promessa da casa própria, cobrando mensalidades e promovendo reuniões para cobrar valores (e para fazer politica na época eleitoral), e cujas casas populares prometidas "nunca" saem – Isso acontece sem que essas associações apresentem qualquer comprovação de que as famílias "inscritas" estão, de fato, incluídas em algum programa de moradia pública.   leia mais...

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