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Sem amparo do FGC, fintech Naskar têm mais 3 mil clientes no prejuízo

Por MRNews

Fintech Naskar deixa milhares de clientes apreensivos após interrupção de serviços e ausência de cobertura do FGC

A situação envolvendo a fintech Naskar Gestão de Ativos tem gerado preocupação entre investidores de diversas regiões do Brasil. A empresa, que atuava no setor financeiro oferecendo rentabilidade acima da média do mercado, interrompeu pagamentos, deixou clientes sem acesso ao aplicativo e passou dias sem dar respostas claras sobre o que aconteceu.

O caso ganhou ainda mais repercussão após a divulgação de que a empresa não possui cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mecanismo que protege investidores em casos de falência de instituições financeiras autorizadas.

Clientes relatam dificuldades para acessar valores

Segundo relatos publicados em plataformas de reclamação e nas redes sociais, diversos clientes afirmam não conseguir acessar suas contas, consultar investimentos ou solicitar resgates desde o início da semana.

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A empresa teria cerca de 3 mil clientes espalhados pelo país e, de acordo com estimativas divulgadas por investidores, os valores administrados podem ultrapassar R$ 900 milhões.

Muitos dos clientes afirmam ter concentrado grande parte do patrimônio na fintech por conta da promessa de rendimentos mensais próximos de 2%, percentual considerado elevado em comparação aos investimentos tradicionais disponíveis no mercado financeiro.

O que é o FGC e por que ele é importante?

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) funciona como uma espécie de proteção para correntistas e investidores em determinadas aplicações financeiras oferecidas por instituições autorizadas.

O mecanismo cobre valores de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em casos específicos, como falência ou liquidação de bancos associados.

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No entanto, a Naskar não faz parte das instituições cobertas pelo fundo, o que aumentou a insegurança entre os clientes após os problemas registrados nos últimos dias.

Especialistas alertam que investimentos com promessas de rentabilidade muito acima do mercado exigem atenção redobrada dos investidores, principalmente quando não há proteção do FGC ou fiscalização semelhante à aplicada aos bancos tradicionais.

Empresa afirma que realiza auditoria interna

Em nota divulgada recentemente, a Naskar informou que identificou inconsistências em sua base de dados e que iniciou um processo interno de auditoria.

Segundo o comunicado, equipes técnicas trabalham na revisão das informações para tentar normalizar os serviços o mais rápido possível.

Mesmo assim, muitos investidores afirmam que continuam sem respostas concretas sobre os valores aplicados.

Clientes relatam prejuízos milionários

Diversos relatos apontam perdas elevadas. Há investidores que afirmam possuir milhões de reais aplicados na empresa.

Entre os casos divulgados estão:

  • empresário com R$ 3,9 milhões investidos;
  • bancário com cerca de R$ 2,3 milhões;
  • aposentado que teria aplicado R$ 1 milhão.

Além dos clientes diretos, pessoas que atuavam indicando novos investidores para a fintech também relatam preocupação com a situação.

Polícia Civil investiga o caso

A Polícia Civil do Distrito Federal acompanha o caso e apura as circunstâncias envolvendo a interrupção dos serviços da fintech.

Enquanto isso, investidores seguem buscando informações e tentando entender se conseguirão recuperar os valores aplicados.

O caso também reacendeu debates sobre segurança financeira, fiscalização do setor e os riscos de aplicações com promessa de altos retornos mensais.

Especialistas recomendam cautela em investimentos

Profissionais do mercado financeiro costumam alertar que promessas de rentabilidade muito acima da média devem ser analisadas com cuidado.

Antes de investir, especialistas recomendam verificar:

  • se a instituição possui autorização dos órgãos reguladores;
  • se há cobertura do FGC;
  • qual o nível de transparência da empresa;
  • histórico financeiro e reputação no mercado;
  • riscos envolvidos na operação.

O episódio envolvendo a Naskar segue repercutindo nas redes sociais e entre investidores de diferentes estados brasileiros.

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