Os Arcos da Lapa acabam de passar por uma revitalização completa, que incluiu desde a limpeza e a pintura até a recuperação total da Praça Cardeal Câmara. Com
investimento de aproximadamente R$ 1,7 milhão, o trabalho executado mantém as características originais da estrutura, respeitando o tombamento do IPHAN. A obra, uma iniciativa da Secretaria Municipal de Conservação, reforça a preservação de um dos principais cartões-postais da cidade.
As equipes utilizaram a técnica secular da caiação, feita com cal virgem, que permite a respiração da superfície e garante a preservação adequada de um patrimônio histórico exposto à ação do tempo e da poluição urbana. Além dos 42 arcos que compõem originalmente o Aqueduto da Carioca, o projeto também revitaliza o entorno, uma área que concentra parte importante da economia criativa e da vida noturna da cidade. Os painéis “A Lapa” e “Arcos da Lapa”, de autoria de Jorge Selarón, também passaram por manutenção e limpeza.
Para o secretário de Conservação, Diego Vaz, a obra representa um compromisso com a identidade carioca e o potencial turístico da região.
– Os Arcos da Lapa são o grande monumento sobrevivente das transformações urbanas do Centro do Rio. Mantemos um ciclo técnico e contínuo de conservação, com etapas em 2011, 2014, 2016, 2022 e agora em 2026, respeitando o tombamento do IPHAN e usando a mesma técnica da construção original. Tudo isso para preservarmos nossa história, pois uma cidade sem memória é uma cidade morta – afirmou o secretário.
Os Arcos da Lapa foram construídos no século XVIII, para transportar as águas do Rio Carioca até a então capital da colônia, e tiveram papel fundamental no desenvolvimento da cidade. Hoje, aos 276 anos, além de servirem de via para o tradicional Bondinho de Santa Teresa, seguem como um dos principais símbolos da história e da paisagem do Rio de Janeiro.
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